Carminati, estamos contigo

Encaminhando o e-mail do Professor Cléber Carminati .

Passo algumas informações acerca desta etapa das obras no BOB, vulgo Laboratórios de Multimeios do Centro de Artes.

Vamos lá: Como é de conhecimento de todos, hoje, dia 30 de abril, era o prazo dado pelos administradores da grandiosa UFES para a conclusão da 2ª etapa do prédio. Este consistia em finalizar os estúdios de foto para termos condições de aula em fotografia e vídeo/tv, já que um dos estúdios seria provisoriamente o estúdio de vídeo/tv. Também ficariam prontas as cabines para alocarmos ilhas de dição e projetos de pesquisa e extensão na área do audiovisual e multimeios. O estúdio de áudio, provisório, para as disciplinas de rádio também estaria pronto. Esperavamos também que tivésemos disponíveis sistema de telefonia e de rede nas salas, e outros detalhes mais. O problema é que o diabo está nos detalhes. E o diabo que encontramos hoje não é bonito não, moçada. Para aumentar o clima da narrativa, depois de muita insistência e vários telefonemas, conseguimos marcar mais uma mudança dos equipamentos do LabCCJE para as Artes também para hoje. Devemos lembrar que todos os equipamentos do Labvídeo estavam há muito empacotados e parados esperando o BOB, – importante ressaltar aqui a presteza e organização com que a Renata e a equipe do Vídeo (Hirondy, Geraldo, Alex e Thiago Sotero) se mobilizaram para tal – e nesta semana também o pessoal do Áudio se preparou para deixarmos o feudo da loura bzb.

Weeeeell… Hoje pela manhã a coisa tomou ares de realidade e o bicho feio deu as caras. Vamos aos acontecimentos, ou melhor, a (re)volta dos amimados. Ou seria dos desanimados? Como não tinha inauguração (nenhumasinha sequer) nem a presença do Rei-tor, também não havia a suave aparência (nenhumasinha sequer) de que tudo ia bem, vamos terminar no prazo, etc etc etc. Também não estava presente a Diretora do Centro, nem o Vice, nem o Prefeito da ufes, nem os chefes e coordenadores de outros cursos, nem os encarregados da obra. Enfim … Só o que havia era muita poeira feita pelos trabalhadores ainda emassando, ainda lixando, ainda pintando… Aí pintou a dúvida. Será que vai dar, para mudar? Deu. Mudamos, mas contimuamos no mesmo… modus operantis. Explico-me. Ao chegar as 8:30 na secretaria do centro para conseguir alguns braços para ajudar na mudança dei de cara com a porta fechada (ouvi dizer que isso é mais comum do que possamos imaginar).

– carraio, veio. Tô fudido, pensei. E gelei, já que o cara da prefeitura me conseguiu o caminhão, lá pelas 17h da tarde de ontem, quase em tom de favor e sob ameaça do “aproveita que a semana que vem não vai dar”. Fui para o depcom e apelando para deus e o diabo na terra de minguém… atende, não é aqui, tá em férias, em reunião…, conseguimos um senhor da terceira idade e um rapaz, magro de fazer dó coitado. Como o lupesinato não se revolta, nem tem vontade, foram os pobres diabos carregar os preciosos equipamentos, tão fundamentais à preciosa formação dos nossos preciosos alunos. Mas não acabou por aí, não. Como tínhamos que aproveitar a oprotunidade dada pelos administradores para usarmos o caminhão para o translado dos benditos equipamentos, fui de novo à direção do centro de artes para tentar mais alguém para ajudar na difícil tarefa (ficou mais fácil entender todos os conceitos deleuzianos do que fazer essa p. da mudança, acreditem!).

Weeellll… agora já havia algumas pessoas na secretaria numa animada conversa. Eram nove horas. Cheguei, expliquei a situação para o encarregado (ou capataz?) dos serviçais da limpeza e serviços sujos. Este, sentado na poltrona da ante sala do poder, me explicou que naquele momento os homens estavam limpando a sala do prof. Milton da Arquitetura. Retruquei falando da urgência da situação e que ele mesmo tinha me falado outro dia que aqueles senhores estavam alocados para a limpeza do BOB. O dito-cujo então disse que só depois de terminada a limpeza da sala do prof. Milton eles poderiam ser liberados, – O prof. Milton é uma pessoa polêmica e portanto… – Não seja por isso, também posso ser polêmico, disse. E que se acabava aí o Clebinho paz e amor. E perguntei pela Diretora. A informação lacônica foi de que ela não se encontrava, e nem o Vice. Não quis nem saber, bati o pé (pezinho) pá, pá, pá… O encarregado (ou capataz?) agora um pouquinho menos descontraído na poltrona falou que ele não tinha sido avisado, que não era assim, blábláblá…blábláblá. Novamente informei da urgência da coisa e que tentei avisá-los ainda ontem depois do contato com prefeitura da ufes, lá pelas 17h, 17:15h. Claro que recebi como resposta que a secretaria fecha as 17h. Bom, perguntei porque diabos ela não estava aberta as 8h como anunciava o cartaz na porta. Foi aí que então fui autorizado a passar no prédio da Arquitetura para solicitar que os faxineiros fossem nos ajudar depois de limparem a sala do polêmico prof. Milton.

Com vontade de mandar todos para aquele lugar, mas movido pelo espírito dos ossos do orifício fui… tomar… na cabeça quando encontro o dito ‘moço’ da limpeza, esfregando lentamente um pano encharcado de álcool sobre os equipamentos e mesas, disse, após explicar o causo, que agora restava ver se ele poderia. Pensei em perguntar em quantas vias deveria ser o memorando para solicitar os seus préstimos, mas percebendo que a classe operária estava no paraíso apenas fiz o papel de advogado do diabo – isso você resolve com seu chefe, respondi. De volta ao depcom para de novo ligar para o encarregado (ou capataz?), sou surpreendido com a informação de que o pessoal (da prefeitura da ufes) que estava fazendo o primeiro carreto iria parar as 10:30h, pois eles almoçam as 11h, e só retornariam as 14h para sairem as 16h. E que o motorista do caminhão, que é de outro setor, almoçaria as 12h, retornaria as 13h para deixar o serviço as 14h. No final das contas o que ficou evidente é que todos parariam as 10:30h. Novamente, uma série de telefonemas foi feito, mas agora ameaçando ligar para a imprensa e o escambau denunciando essa anomalia nesse importante sistema produtivo que é o serviço público. Interessante foi notar que novamente não consegui falar com nenhum chefe, ou superior. Isto só demostra que não precisamos rumar para o socialismo e superá-lo com o comunismo. Já os vivemos plenamente (somos todos iguais!) Lógico, um socialismo-comunismo moreno, bem ao gosto do caudilhismo local (mas uns são mais iguais que outros!). No entanto, talvez a possibilidade de nuvem no céu de brigadeiro de uma véspera de feriado tenha feito com que aparecessem os ‘moços’ da limpeza para ajudar no segundo carreto. Ufa! Ah, os equipamentos do LabÁudio ficaram para uma próxima. Mas como o LabAudioProvisório não está pronto mesmo… Aguardemos pois!

PAUSA DE UM DIA, DO TRABALHO, PARA REPENSAR A MENSAGEM. PAUSA DE MAIS UM DIA, SANTO, PARA REPENSAR A MENSAGEM. PAUSA DE MAIS UM DIA, DA SANTA, PARA REPENSAR A MENSAGEM.

Hoje, segunda, dia 04/05, não repensei p. nenhuma da mensagem e tô mandando assim mesmo com o intuito de informar-lhes que não vai ser determinada menhuma mudança de aula para o BOB até sabermos afinal quem é o responsável pelas obras, como será feito o restante da trabalho com nóis dentro e como isso vai interfirir nas aulas (afinal tem uma revolução dos inanimados em andamento e, vocês sabem, esses inanimandos quando param nóis, animados pensantes, não sabemos o que fazer). É importante saber também como o BOB será administrado neste período (óbvio que depois de tudo pronto todos quererão meter a mão). Se se pensa que a Chefia do Depcom é responsável por isso, pois tem as chaves do prédio e de algumas salas, podemos decretar oficialmente o socialismo-comunismo moreno no nosso território (que há muito já vem sendo construído, afinal muitos já tem livre acesso à sala da chefia e outras dependências mesmo; e as chaves estão sobre a mesa do chefe – ou seria capataz?).

Para finalizar, finalmente, e como esta vivência de chefe (ou seria de capataz?) muito tem contribuido para uma significativa e elevada experiência ético-estética a ponto de me mobilizar para dividi-la com vocês colegas, penso não ser justo que só poucos tenham acesso a tamanha elevação. Assim, proponho que façamos um rodízio a cada seis meses na chefia (o sub sobe sempre que o chefe deixar o cargo e um novo sub seria eleito) para que todos tenhamos a oportunidade e o deleite de experienciar tal situação. E digo mais, é inesquecível. Vocês vão adorar… principalmente a animação dos inanimados.

Abraços Carminati

p.s.: Quem for ao BOB vai ver um amontoado de equipamentos sob a escada. Não é uma instalação não (infelizmente), nem protesto, como pensou o Jùlio ao me ouvir falar que faria isso. Foi simplesmente um tirar esses equipamentos antes que eles ficassem para sempre perdido na câmera secreta criada na construção do LabAudioProvisório. Agora a poeira sobre eles é outra história (ou seria o fim dela?).

OBS O professor Cleber gostaria de agradecer aos professores David Protti e Fabio Goveia, assim como aos monitores do LabFoto, do LabVideo, do LabAudio e da Tv Ufes, pela ajuda na mudança dos materiais dos Laboratórios.

Anúncios

Uma resposta

  1. só pra constar, meu nome é tHiago soteRo , com H e apenas 1 R .
    obrigado !

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: